Movimento Bola na Rede teve sua origem no contexto do V Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) realizado na cidade de Recife em agosto de 2010.

Naquela ocasião, a temática do encontro foi: “Transformando a sociedade a partir da igreja local”. Os participantes assumiram o compromisso de desenvolver ações concretas para ajudar pessoas vítimas de pobreza e miséria.

Uma das propostas foi justamente o desafio maior de mobilizar a igreja e a sociedade brasileira a enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes.

Surgiu então o movimento de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo, denominado: Bola na Rede – Um gol pelos direitos de crianças e adolescentes.

Em março de 2011, organizações associadas a RENAS assinam um pacto.

Pacto pela Proteção de Crianças e Adolescentes 

Nós, organizações filiadas e participantes da RENAS – Rede Evangélica  Nacional de Ação Social, reunidos em São Paulo entre os dias 21 e 23 de março de 2011, achamos paz em firmar este pacto/aliança, diante de Deus e dos homens, a favor da proteção da criança e do adolescente, lutando contra a violência sexual neste grande país.

Tendo em vista que:

  • Estatísticas da Organização Mundial de Saúde mostram que no mundo há índices alarmantes e estarrecedores de crianças e adolescentes sofrendo abuso e exploração sexual;
  • A maioria destas crianças ou adolescentes sofrem o abuso dentro de casa;
  • A violência sexual é pecado que afronta a dignidade do ser humano e o Deus que ama o ser humano criado à sua imagem e semelhança;
  • Somos organizações com recursos humanos, técnicos e financeiros para lidar com a questão;
  • Deus ouviu o clamor/choro destas crianças.

Comprometemo-nos a:

  • Buscar o discernimento da vontade de Deus, seu poder e intervenção;
  • Desenvolver estudos sobre esta questão que procurem as causas, as consequencias e que proponham intervenções, ações, parcerias e articulações;
  • Elaborar programas de atuação das entidades que representamos, tanto preventivas quanto de apoio e socorro;
  • Articular com outras lideranças existentes no Brasil visando fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes;
  • Mobilizar as igrejas, outras organizações e movimentos para que atuem como voz e ação profética, denunciando o pecado. E, com a vocação pastoral, cuidar dos feridos e vitimados criando espaços de acolhimento e refugio.
  • Dar voz aos oprimidos e explorados para que possam se defender.

A partir de 2011 foram realizadas as marchas em diversas capitais no Dia 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Lei Federal nº 9.970). O movimento Bola na Rede teve, por conta das marchas, amplo destaque na mídia, encorajando seus organizadores a manter o foco sobre este problema este assunto que deve ser sempre debatido, discutido e relembrado nos espaços públicos da sociedade civil e igrejas.

 

Renas10 anos