A campanha Bola na Rede – Renas já percorreu as praias de Copacabana, Leme e Ipanema; As travessias do Parque Olímpico na Barra da Tijuca; As filas de embarque das Barcas Rio e Niterói; O belo caminho do Boulevard Olímpico, da Praça XV ao Pier Mauá; As calçadas e praças de Vila Valqueire e Tijuca; Tudo isso, graças aos pés, braços e corações de nossos voluntários.

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Amanda (de laranja) entre vacinados.

“Estar participando desta campanha tem sido muito legal. Apesar de algumas resistências. Mas estamos propagando a mensagem. Isso é muito importante. Assim, as pessoas podem conhecer que existe um canal que elas podem denunciar.” – disse Amanda, 22 anos da Missão Cristã para as Nações.

Segundo Rebeca, da IB Central de Bonsucesso e voluntária em Copacabana, “as crianças são seres humanos espetaculares. Essa injustiça que acontece com as crianças é extrema

Rebeca, voluntária.

Rebeca, voluntária.

mente grande, não só no Brasil, mas no mundo. Eu acho importante a gente lembrar pra pessoas a doçura de uma criança. Lembrar que ela é um ser humano inocente. Que a gente precisa proteger dos maus

tratos. Por isso, a gente precisa estar incentivando a denúncia. [Bola na Rede] é um movimento muito importante, sensacional e que está alcançando muita gente.”

O alcance da campanha tem sido significante para os voluntários, mas também para as pessoas alcançadas. Que já tem entendido a importância da denúncia.

“Presenciei na Lapa a presença de meninas sendo oferecidas para ações sexuais e me posiciono totalmente contra isso. Espero que isso sirva para que as autoridades tomem as medidas para que isso não continue acontecer. “  – relatou indignado um argentino em visita ao Rio pelos Jogos Olímpicos.

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Voluntários no calçadão de Copacabana

Um homem, de meia idade, ao ter contato com o grupo de abordagem declarou que “estava passando e vi a faixa. Quando a li, minha cicatriz doeu. Eu fui vítima de abuso sexual de quando criança. Um líder religioso católico, que também era meu professor, me molestou durante um bom tempo. Naquela época, era muito escondido esse assunto. O que vocês estão fazendo com essa campanha é muito importante. Ela mexeu na minha ferida, mas precisa mexer com outras pessoas. Para que elas denunciem, mas para que esse tipo de ação pare.”

As ações na rua continuam durante a Olimpíada e Paraolimpíada. Para alcançar mais pessoas com a mensagem de luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.