As quinze organizações e igrejas participantes da campanha Bola na Rede-Renas no Rio de janeiro já estão equipadas com o material para a mobilização durante os jogos olímpicos. No sábado (16), durante a reunião que aconteceu na Comunidade Jesus Vive, na Tijuca, os líderes puderam retirar documentos orientadores, banners, faixas, camisas e cartões de vacinação. O kit de trabalho ainda conta com balas, que servem como símbolo da doçura no trato com crianças e a pulseira e flyers em inglês da parceria com a It´s a Penalty. Cada equipe ainda terá direito a um lanche para os voluntários que possuem o desafio de vacinar 10.000 pessoas durante o evento.

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Giselle Kallaur e Ronald Neptune

“É fácil, acho que podemos fazer muito mais. Mas, pelo menos pretendemos alcançar 10.000 pessoas. Acho que podemos fazer. Vamos estar juntos com as igrejas, as organizações durante todos os dias.” – incentivou Ronald Neptune, missionário da United World Mission, parceiro da campanha.

“Todos que estão aqui, possuem suas agendas pessoais e estão aqui servindo ao Senhor voluntariamente e vieram de muito longe. Queremos agradecer especialmente a vocês que têm sido uma equipe maravilhosa e pedimos a Deus que recompense vocês.” – completou Gisele Kallaur, articuladora nacional da campanha.

A programação do encontro foi elaborada por Jovani Nascimento, articuladora da campanha Bola na Rede no Rio de Janeiro e contou com a reflexão bíblica do Pr. Remy Damasceno, da Convenção Batista Brasileira e um momento de oração com Luciana Falcão, da Lifewords, ambos membros do comitê regional.

“O nosso trabalho precisa estar alicerçado em Jesus e no modo de vida que ele viveu. O que confere sentido pra nossa missão são os princípios de Jesus.” – Pr. Remy, através da exposição bíblica em I Tessalonicenses 1.3. Ele ainda discorreu sobre os três alicerces para o trabalho: “a fé em Jesus, o amor que nos move e a esperança em Jesus que confere convicção para continuar.”

Luciana apresentou pedidos de oração, com base em estatísticas de exploração de crianças e adolescentes no Brasil. “Precisamos orar pela proteção das crianças e adolescentes durante os jogos olímpicos; pelas que estão em lugares vulneráveis, mas também por atletas adolescentes que estarão vulneráveis; pela nossa equipe; pelos voluntários; pelas igrejas e organizações que atuarão durante os jogos conscientizando os turistas e toda a sociedade. E não podemos nos esquecer de orar, também, pela segurança dos nossos adolescentes que atuarão nos impactos.“

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Sueli Carvalho

Durante o encontro, foi apresentado por Sueli Carvalho, da Visão Mundial, o relatório de ações do Comitê de Megaeventos do Rio, onde a Renas possui voz permanente. Outra grande conquista da campanha Bola na Rede, além de capacitar os 70 jovens voluntários, escolhidos pelo Comitê Olímpico para atuar durante os jogos, nas questões sobre violência sexual, utilizando a metodologia CLAVES. “Nós participamos do comitê de abuso e exploração sexual. Esse estava mais alinhado com a nossa campanha. Nossa experiência foi muito significativa, pois somos a única rede cristã que faz parte desse comitê. Essa experiência foi muito importante. Podemos mostrar que há evangélicos comprometidos com essa causa.” – explicou Sueli.

Após o término da campanha, este se torna o grande desafio. Continuar o trabalho em rede e de mobilização na cidade que recebe tantos turistas e eventos festivos durante todo o ano.

“A campanha tem início, meio e fim. Queremos que a metodologia permaneça, mas a campanha acaba.” – disse Gisele que ainda completou: “mas a Renas Rio de Janeiro não acaba. A Renas Rio de Janeiro continua. Renas se propõe a ser uma rede de relacionamento. Acima de tudo de relacionamento. E nessa rede a gente se fortalece, a gente tem trocas. A Renas – Rede Evangélica Nacional de Ação Social espera que vocês como grupo continuem trabalhando juntos, em prol da causa da criança.”