“Essa oficina me trouxe uma visão completamente diferente em relação à cultura que a gente tem sobre as crianças e como nossa visão precisa ser transformada. Precisamos ouvir e ficarmos mais atentos, pois a criança ao nosso lado pode estar sofrendo maus tratos e, simplesmente, não conseguimos enxergar. Hoje abri minha visão para estar sendo mais observadora ao meu redor.” – declarou Thaís Sabóia Sampaio de 20 anos, membro da PIB de Campo Grande e participante da Oficina Um Trato pelos bons tratos de crianças e adolescentes que aconteceu no sábado, 09 no evento Ação Rio, promovido pela Junta de Ação Social Carioca em Campo Grande-RJ.

Ministrada por Luciana Falcão e Benjamim César, membros do Comitê Bola na Rede-Renas no Rio de Janeiro, o encontro rendeu risadas, debates saudáveis e extrema reflexão do papel do adulto no combate a exploração infantil. Com a participação massiva de adultos, algo incomum nesta oficina, a capacitação pode abordar profundamente temas que quebram paradigmas sobre os maus tratos de crianças e adolescentes em nosso país.

Elaine Nolding

Elaine Nolding

“Hoje pra mim, é quebra de paradigmas. Toda essa discussão de bons e maus tratos associada à cultura da não valorização da criança me fez pensar. Essa oficina é uma oportunidade pra gente parar e refletir na tentativa de ter uma mudança de mente, de visão em relação às crianças. Valorizando-as, como pessoas. Porque elas são pessoas. Nós, adultos não as tratamos como pessoas.” – expressou Elaine Nolding, atuante na Junta de Ação Social Carioca e assistente social do Lar Batista do Ancião.

Elaine ainda exaltou o papel cristão da campanha Bola na Rede-Renas: “Vocês também vem trazer uma perspectiva bíblica. Uma perspectiva de que Jesus valoriza as crianças. E que, quando a gente trata bem as crianças, a gente está tratando bem o próprio Jesus.”

Benjamin esclareceu a abordagem do tema explicando que “via de regra, os adultos entendem a criança como uma pessoa pela metade. Mas, isso não está certo. A criança desde o seu nascimento é um ser humano, uma pessoa. Com as singularidades da sua faixa etária. Assim como todos nós temos singularidades da nossa faixa etária. Mas, ela não deixa de ser uma pessoa integral. Ela é um cidadão de direito pleno. Ela não tem menos direito que outro cidadão. Por isso a discussão do tema é tão importante.”

Pra encerrar o momento esclarecedor, todos os participantes foram vacinados e capacitados a vacinar outros com a ferramenta da Campanha de Vacinação pelos bons tratos de crianças e adolescentes.