O Bola na Rede – Um gol pelos direito de crianças e adolescentes realizou um fórum no dia 18 de maio, no Rio de Janeiro, como parte de suas ações pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Apesar da chuva, quase 70 pessoas participaram do evento na Igreja Batista Memorial da Tijuca, além de dez crianças e adolescentes da Igreja Batista Central em Bonsucesso que aplicaram a Vacinação pelos Bons Tratos nos participantes ao final fórum. As ações do Bola na Rede pelo 18 de maio seguem nesse final de semana, com uma caminhada na orla de Fortaleza no domingo, dia 22, às 8h.

Gisele Kallaur, articuladora nacional do Bola na Rede, apresentou os resultados da Fase I da campanha, voltada para ações pela Copa do Mundo, e os resultados do primeiro ano da Fase II, voltada para atividades pelas Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro e para incidência em políticas públicas em Fortaleza. “Nós trabalhamos como o RENAS sabe trabalhar: em rede. Porque nós consegimos fazer as coisas quando nós nos unimos em prol de uma causa, em prol do Reino de Deus. Foi surpreende porque nem os idealizadores da campanha imaginaram que fôssemos ter um alcance tão grande”, avalia Gisele.

Silvana Bezerra, voluntária do Bola na Rede e autora do livro “Infâncias Roubadas: o ser criança como desafio para o Reino” contou sobre as experiências pessoais, profissionais, e ministeriais que inspiraram a publicação, além do trabalho que vem desenvolvendo na campanha. Silvana falou sobre seus aprendizados no serviço pela criança, sobre o impacto na vida das crianças e em sua própria vida. E evocou, entre outros versículos, Romanos 8:19 que diz que “A criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”. Deixando assim, o convite para todos os participantes do fórum se envolverem na defesa das crianças e dos adolescentes.

Clenir Santos, representante da Lifewords/RENAS no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), expôs um panorama das políticas públicas e das estatísticas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Clenir argumentou em favor da Comissão Intersetorial de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma estratégia do Governo Federal de política integrada num esforço de conhecer todas as diferentes iniciativas pela causa no País para promover uma articulação, diálogo ou troca de saberes entre elas. Dentre essas iniciativas, foram apresentados como exemplos: o Projeto Mapear, o Programa Na Mão Certa e o Programa ViraVida.

Benjamim César, da Visão Mundial, propôs uma perspectiva pastoral sobre a Igreja na defesa à criança e ao adolescente, seguida de uma perspectiva teológica sobre o que a criança ensina ao adulto. Dentre os textos de base da perspectiva pastoral estão Mateus 18:5-7, além de textos de Harold Segura, de Carlos Queiroz e de Daniel Becker. Na perspectiva teológica, ele argumenta que “A segunda pessoa da Trindade é chamada de filho e quando pensamos no Filho de Deus, pensamos no adulto, mas a ideia de filho é a criança, é o que acabou de nascer. Por isso que, para nos parecermos com Jesus, nós precisamos nascer de novo. O nascer do Espírito é ser como criança. Sendo assim, para encontrar o Cristo, preciso olhar para a criança: ela me ensina a ser como Cristo.”

Jovani Nascimento, articuladora do Bola na Rede no Rio de Janeiro, fechou o fórum falando sobre os desafios e metas da campanha nas Olimpíadas mobilizando voluntários, capacitando as igrejas participantes, promovendo a Igreja como local seguro para a criança e sensibilizando turistas sobre o tema.

Participe com o Bola da Rede e com a sua igreja nesse enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Acesse os recursos disponíveis em nosso site. Deixamos a convocação de nossa articuladora nacional Gisele Kallaur: “É nosso dever enquanto cidadãos e Igreja de Cristo proteger as crianças, porque Jesus era sensível à voz das crianças. Deus ouve os choros das crianças que muitas vezes nós não conseguimos ouvir, mas nós somos os braços e os pés de Jesus nesse mundo. Deus pode fazer algo por essas crianças através de nossas vidas. Não é uma realidade distante de nós. Precisamos estar com olhos abertos e sensíveis ao que as crianças estão passando e sofrendo.”