Ao refletirmos sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes, muitos mitos permeiam nossos diálogos. Devemos ter muito cuidado, porque ao negligenciarmos nossos adolescentes, não compreendendo que são indivíduos em “condição peculiar de desenvolvimento” (conforme prevê a legislação brasileira), estamos a fechar nossos olhos para graves situações de violência sexual, muito perto de nós.

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. [Fonte: Constituição Federal de 1988]

 

MitoseRealidades

FONTES: Fórum Catarinense pelo fim da violência e da exploração sexual infanto-juvenil [veja aqui]  ;  Cartilha Bola Na Rede [Leia aqui];  Cartilha do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (PNVSCA) – [Leia aqui]

 

 

 

 

 

 

 

 

A exploração sexual infantojuvenil está entre as cinco piores formas de trabalho infantil, segundo a Organização Mundial do Trabalho. A exploração sexual comercial tem relação direta com a categoria abuso sexual (intrafamiliar e extra-familiar), com a pornografia, o turismo, a prostituição e o tráfico.

Como cidadãos, somos co-responsaveis pelo bem estar de nossas crianças e adolescentes, devendo lutar pelos seus direitos e dignidade, independente se estão próximos ou não de nós. Com a chegada de grandes eventos no Brasil (jogos esportivos, carnaval, festas regionais,etc), a igreja precisa trabalhar no combate a todo tipo de violação de direitos. Para isto, é muito importante se informar, quebrar mitos e preconceitos, conhecer as leis, os canais de denúncia. Há uma tendência de taxar os adolescentes como rebeldes, que cometem violência “porque querem”, ou se submetem a exploração por dinheiro. Trabalhar em prol da não violação de direitos, não é apenas uma questão individual (como dizer que a culpa é dos pais, da polícia, da cultura), ela é social. Social no sentido que nós somos responsáveis também pelas mudanças.

A infância e adolescência é a fase em que se recebe maiores influências, daí a importância de abraçar essa geração, ajuda-los a serem protagonistas de suas histórias, sanar as dúvidas, ir para rua conhecer suas realidades, suas famílias. Se eu não vejo como uma questão social, a me envolver, estou sendo negligente.

E então, você está disposto a se envolver?