O fórum “A fé cristã no enfrentamento da violência contra a criança e o adolescente” reuniu 70 pessoas e propôs pensar bíblica e praticamente as ações cristãs de enfrentamento a este problema.

Débora Fahur e Welingotn Pereira, conselheiros de RENAS, expuseram aspectos diferentes da Fase 1 da Campanha Bola na Rede (BNR). Débora destacou algumas expressões, entre elas: igreja, nosso público; oração, que nos fortalece; e protagonismo infanto-juvenil, levando crianças e adolescentes a entrarem em campo. Welington chamou atenção para o fato de que nós temos como campanha BNR uma tarefa muito grande em que nos vemos lidando com uma situação final que é o turismo, mas temos que voltar para onde se origina a exploração sexual, que é dentro de casa. A família é uma porta aberta para a igreja e é lá que a criança é ameaçada primeiro. Assista ao vídeo

Teologia da Criança
Logo em seguida, Luciana Falcão, da Lifewords Brasil e parte da equipe Bola na Rede no Rio de Janeiro (RJ), resgatou a fala do pr. Valdir Steuernagel durante a 2ª Consulta Teologia da Criança, que aconteceu em Brasília (DF), em junho deste ano.

Ela destacou que a Teologia da Criança, primeiro, não pode se transformar em mais um instrumental porque ela é sobre, antes de tudo, escutar a criança e o que ela tem a dizer. Segundo, é necessário assumir que não sabemos como fazer isso.

O terceiro ponto destacado é que a criança tem que voltar diferente para casa, assim como o encontro de Jesus com o menino endemoniado em Marcos 9. Jesus primeiro olha e escuta o pai que não sabe o que fazer com o filho, depois, Jesus se encontra com o menino e desse momento, há transformação e o menino volta diferente para casa. Contudo, assim como este, vamos nos encontrar com desafios que só serão resolvidos com jejum e oração.

Luciana completou: “a verdade é que a gente não sabe mais o que fazer, mas a gente não busca a Deus e assim só vemos o problema, não vemos mais a criança. E nossa causa passa a ser o problema e não a criança.” E quantas vezes nossos projetos querem transformar o problema e não a criança! Assista ao vídeo

Boas práticas
A terceira parte do Fórum foi uma mesa de boas práticas no enfrentamento da violência contra a criança e o adolescente.

IMG_0807Elsie Gilbert, compartilhou sobre a experiência “Igreja amiga da criança”, um questionário de avaliação que propõe ouvir a liderança, os adultos, os adolescentes e as crianças para saber o quanto a Igreja é, de fato, acolhedora e protetora de crianças.

Jailma Rodrigues, articuladora do Bola na Rede em Fortaleza (CE), apresentou um vídeo sobre a Campanha na cidade, durante a Copa 2014. Segundo ela, “quando eu entrei na campanha, a primeira coisa que eu percebi é que eu não sabia nada sobre o tema e fomos orientados desde o início a não começar do zero, nem fazer nada desarticulado das organizações já envolvidas com a temática e foi em RENAS que eu busquei e achei informações”.

Benjamim César, articulador do Bola na Rede no Rio de Janeiro (RJ), compartilha que “2014 foi um momento importante, com tantas mobilizações de rua, e eu era pastor de uma Igreja Presbiteriana em Copacabana e, como pastor de juventude, eu percebi que não tinha ferramenta nenhuma para dialogar com a cidade ou mesmo com os jovens da cidade”. Benjamim buscou a RENAS Rio e lá encontrou instrumental, informação e ação, foi quando no início deste ano foi convidado a participar do Bola na Rede como articulador regional. Ele aceitou e hoje atua também como assessor de relacionamento com a Igreja da Visão Mundial. Assista ao vídeo

Reflexão em grupo
A pergunta para a reflexão em grupos foi: “Ante a violência minha fé me leva a…?” Algumas respostas foram:

– agir e buscar novos conhecimentos para nunca desistir e fortalcer a esperança em Deus;
– agir, escutar, sentir, cuidar, reagir, amar e me importar;
– praticar a palavra de Deus, os dons espirituais, os frutos do Espírito, e buscar a Deus através da oração em todo o tempo;
– orar, agir, prevenir, abraçar, doar a vida, proteger;
– trabalho pedagógico com crianças que sofrem violência e que prejudica aprendizado;
– trabalhar junto com a mulher e criança para superação;
– trabalho em rede com outros órgãos;
– colocar a minha profissão a serviços das crianças;
– pensar estratégias práticas para a superação da violência;

 

Fotos: Clarisse Braga e Paulo