Saia à rua, olhe à sua volta. Você vai ver uma menina de oito anos, um menino de seis ou 10 anos. Eles precisam da sua proteção. Eles precisam que você vá pra rua não apenas para passear, mas para levantar a sua voz porque as deles foram caladas…

Araceli era apenas uma menina. Ela tinha oito anos de idade e gostava de brincar, rir e fazer barulho. Provavelmente, como outras crianças da sua idade, ela não gostava muito de tomar banho ou estudar, mas a cada dia ela repetia a promessa de que iria obedecer a sua mãe.

Araceli teve sua vida transformada pela ação de uma tradicional família capixaba. No dia 18 de maio de 1973 ela foi sequestrada. Com medo, ela chorava, talvez quisesse gritar, mas ela estava longe do socorro, longe da sua mãe. Antes de ser drogada para que seu grito se calasse, ela apanhou, mas o pior veio depois. Esta família estuprou Araceli, machucou Araceli, fez Araceli chorar. Ainda com medo, Araceli foi espancada até morrer.

Dia 18 de Maio não é apenas o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes instaurado pela lei nº 9.970/2000. É o dia para lembrarmos que Aracelis estão presas, raptadas, chorando sem poder gritar. Aracelis estão sendo abusadas, violentadas, exploradas por vizinhos, professores, irmãos, mães, cafetinas e cafetões.

Há 15 anos a sociedade civil tem se mobilizado, ido às ruas, levantado a sua voz. Esta mensagem não é para o Conselho Tutelar, a escola ou o Conselho Municipal ou Estadual  dos Direitos da Criança e do Adolescente. Esta mensagem é para a Igreja. Pastor, pastora, irmãos, irmas. Levantem-se, unam-se a nós. Protejam nossas crianças e adolescentes.

Saia à rua, olhe à sua volta. Você vai ver uma menina de oito anos, um menino de seis ou 10 anos. Eles precisam da sua proteção. Eles precisam que você vá pra rua não apenas para passear, mas para levantar a sua voz porque as deles foram caladas.

Em 2014, período da Copa do Mundo, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), registrou um aumento de 16,5% nos números de denúncias em comparação ao período da Copa das Confederações. Foram 11.251 denúncias de violação de direitos, sendo 2.972 referentes a violência sexual contra crianças e adolescentes.

Ações que promovam uma cultura de prevenção, proteção e denúncia fazem parte Campanha Bola na Rede, promovida pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), com o apoio de várias organizações e igrejas.

Igreja, vem pra rua! Vem lutar contra a violência de nossas crianças e adolescentes:

Fortaleza – Caminhadas contra a Exploração Sexual:

16/5: Bairro Henrique Jorge, em Fortaleza (CE) – saída da Igreja Presbiteriana Independente, às 17 horas

17/5: Avenida Beira Mar, em Fortaleza (CE) – saída do Aterro da Praia de Iracema, ao lado do restaurante Tia Nair, às 8h

18/5: Cidade de Aquiraz (CE), saída às 8h

23/5: Rua São Pedro, Juazeiro do Norte (CE), saída às 8h

 

Rio de Janeiro

18/5: Lançamento da Campanha Bola na Rede no Rio de Janeiro

Sociedade Bíblica do Brasil, Rua Buenos Aires, 135, às 19 h

 30/5: Oficina sobre Bons Tratos de Crianças e Adolescentes

Comunidade Presbiteriana Libertas, Rua Francisco Sá, 151, Copacabana, às 14 horas

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