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Todos temos um dever legal, mas a Igreja tem uma obrigação espiritual, um mandado divino de proteger os pequenos.” (Pr Silas Santana, Coordenador da RENAS Bahia)

Aqui em Salvador (BA) temos trabalhado, desde 2012, os três eixos de ação do Bola na Rede: a Marcha 18 de Maio, a Campanha de Vacinação e o Mutirão de Oração. Temos realizado várias capacitações e ações e nos preparado para os meses de maio e junho, quando teremos nosso grande desafio: manter as crianças seguras.

Nossa principal atuação tem sido com as igrejas, são mais de 15 participando ativamente de Renas e temos muitos outros contatos em todo o estado. Tivemos três importantes momentos com a igreja que merecem destaque.

Dirigimos um momento de oração por crianças e adolescentes para os 120 líderes presentes na Consulta Nacional da Fraternidade Teológica Latino Americana, em Salvador. Além disso, oferecemos uma oficina sobre o Bola na Rede para alguns deles.

Uma ótima oportunidade de encontrar líderes e falar sobre Renas e o Bola na Rede foi o próprio Encontro da Renas Bahia, realizado junto com o Fórum da Aliança Evangélica Brasileira, também em Salvador.

Outro momento que merece destaque é a nossa participação ativa no Congresso da Convenção Batista Baiana, que reuniu representantes de 200 igrejas. Oferecemos duas oficinas, uma sobre o Bola na Rede e outra sobre Redes (RENAS). A Convenção Batista também apóia a bandeira pelo fim da exploração sexual e vai realizar 31 dias de oração, 24 horas por dia, em salas dentro das áreas de prostituição e exploração sexual, em cada uma das 12 cidades sede, durante a Copa do Mundo.

Acreditamos que a participação da igreja é fundamental. É na igreja que vamos encontrar pessoas que têm inserção na comunidade e, principalmente, é a igreja o espaço onde as ações de proteção dos pequeninos deve acontecer.

É um trabalho de duas vias: a igreja oferece, mas também Renas e o Bola na Rede oferecem à Igreja ferramentas e conhecimentos que por si mesma talvez ela não tivesse.

A criança precisa ser protegida por alguém e nisso queremos inserir a igreja no Sistema de Garantia de Direitos. Só que a igreja tem um diferencial, pois lá a criança é protegida por quem de fato deve protegê-la, pois é obrigação da Igreja proteger a criança e o adolescente. Todos temos um dever legal, mas a Igreja tem uma obrigação espiritual, mais que um mandato, um mandado divino de proteger os pequenos.

 

Pastor Silas Santana
Coordenador da Renas Bahia

Foto: Mobilização na Praça Campo Grande.