Horas após o Gizmodo Brasil revelar que uma simples busca no Bing levava a resultados de pedofilia, a Microsoft bloqueou completamente a busca por imagens referentes ao assunto e se posicionou sobre a questão. Mas o caso de pedofilia em buscadores, infelizmente, está apenas começando.

A Microsoft foi rápida e direta em seu posicionamento, dizendo que a empresa “está comprometida com a luta contra a exploração sexual infantil no mundo todo”. Por fim, a Microsoft diz que sua equipe está trabalhando para “resolver o problema o mais rápido possível”. A resposta veio da Microsoft dos EUA, e isso pode explicar, em partes, a demora da Microsoft para remover o conteúdo — Gabriel Cipriano, que descobriu a falha e nos informou com exclusividade sobre o caso, avisou a empresa no dia 30 de janeiro. Em contato com nossos amigos do Gizmodo americano, descobrimos que eles não obtinham os mesmos resultados encontrados no Bing brasileiro.

Isso mostra, em partes, que o Bing ainda é um produto com pouco impacto — e provavelmente com uma equipe reduzidíssima — para a Microsoft Brasil. Foi preciso uma ação por parte da Microsoft americana para remover o caso, e apenas após a denúncia ter se espalhado. Por enquanto, a Microsoft bloqueou completamente a busca pelo termo na aba de imagens, o que entrega uma página sem nenhum resultado de busca.

O problema é que, desde a publicação de nossa matéria ontem, às 18h, descobrimos mais informações importantes sobre o caso: no Google, uma variação do termo dá resultados tão explícitos quanto no Bing, e há agora uma série de perguntas que os buscadores e filtros precisam responder: como imagens assim conseguem ultrapassar os filtros da Microsoft e do Google? Como funciona a adição de termos sensíveis de busca? Tentaremos responder tais perguntas nos próximos dias, com a posição das empresas, estudo sobre o funcionamento dos filtros e nos aprofundando ainda mais num lugar que antes ficava enterrado nos confins da internet, mas que agora começa a surgir, de forma explícita e complexa, na chamada superfície da internet. Por enquanto, ficamos felizes que a Microsoft tenha reagido rápido ao ocorrido — e esperamos que isso aconteça sempre.

Via GizModo